Bem Vindo (a), Entrar

PLANTAS POUCO EXIGENTES - LOW TECHExistem 14 produtos.

PLANTAS POUCO EXIGENTES - LOW TECH
Enviamos exclusivamente via SEDEX

A data de postagem é feita EXCLUSIVAMENTE na segunda feira

As fotos são meramente ilustrativas. As plantas, em sua maioria, são enviadas na forma emersa.

- Pedido mínimo de plantas: R$50,00 + frete




AQUÁRIOS PLANTADOS DE BAIXA MANUTENÇÃO ("AQUÁRIOS LOW TECH")

1) INTRODUÇÃO

Ao pensarmos em aquários plantados, logo nos vem à mente belos layouts, com paisagismo milimetricamente planejado, um belo carpete na frete e plantas estrategicamente dispostas no meio e no fundo, dando um colorido todo especial ao ambiente em que são inseridos.

Muitas vezes o preço para se ter esse belo aquário, implica em equipamentos sofisticados que se resumem em iluminação forte, com lâmpadas especiais, injeção de gás carbônico, substrato fértil de qualidade e filtragem potente. Isso sem contar na manutenção com podas constantes, fertilização líquida e nas sagradas trocas parciais de água semanais. Enfim, exige-se uma certa dose de dedicação do aquarista.

Todavia, um novo conceito de aquarismo plantado tem se demonstrado bastante interessante. São os aquários montados com plantas menos exigentes nos quesitos iluminação e fertilização. Além disso, usa-se plantas de crescimento mais lento, o que evita a necessidade de podas constantes.

Tais aquários são classificados como "low tech" ou de baixa manutenção. Tal conceito é o inverso dos chamados aquários "high tech".

Podemos definir um aquário low-tech como o que não possuiu adição de gás carbônico,iluminação intensa e o substrato não precisa ser necessariamente fértil. Os aquários "low tech" poden ser sustentados por processos biológicos naturais para fornecer às plantas os nutrientes necessários.

Tais aquários são de manutenção mais simples, pois dispensam:

- podas constantes: as plantas são de crescimento lento
- fertilização: pode-se até dispensar substrato fértil. Fertilização líquida, só se o aquarista desejar e mesmo assim esporadicamente.
- poucos problemas com algas
- menor gasto com energia elétrica, devido a não necessidade de forte iluminação

2) NUTRIENTES

A inexistência de injeção de CO2 somada á eventual ausência de substrato fértil, implica em um crescimento mais lento das plantas e, consequentemente a taxa de absorção de nutrientes pelas plantas também é minimizada. A maioria das plantas "low tech" conseguirão sobreviver com os resíduos dos peixes e restos de ração. Todavia, essa relação entre nutrientes e desenvolvimento das plantas pode encontrar defasagem a longo prazo. Diante desse quadro, revela-se conveniente acrescentar micro e macro nutrientes em pequenas quantidades a cada 10 dias em média. Existem no mercado diversos fertilizantes líquidos que exercerão esse papel com eficiência. A observação do aquarista é o melhor indicador da necessidade de acrescentar ou não algum fertilizante líquido.

Em aquários low tech com substrato fértil, a adição de fertilizantes líquidos pode ser dispensada ou minimizada.


3)Iluminação

A iluminação de um aquário plantado deve ser dimensionada levando em consideração o sistema como um todo. As plantas são pouco exigentes nesse quesito. Além disso, não há nutrientes "sobrando" na água. Dessa forma, a iluminação deve ser moderada, de forma a evitar que sobre espaço para a proliferação de algas. Algo em torno de 0,2 a 0,5 watts por litro é o suficiente.

4) Substrato

O substrato pode ser inerte apenas, ou seja, cascalho de rio ou areia de filtro de piscina. O importante é que sejam neutros. O uso de substrato fértil é opcional, mas pode ser usado, principalmente se houver uma quantidade de plantas maior no aquário. A colocação de substrato fértil exigirá maior atenção para o risco de surgimento de algas. Uma alternativa para quem quer acrescentar substrato fértil com a opção de retirá-lo quando desejar, é usar o sistema de vasos. Corte garrafas pet na base, na altura que for mais conveniente. Coloque substrato fértil e cubra com areia. Coloque a planta nesse vaso improvisado e enterre no aquário.

5) Filtragem

Deve ser dimensionada de acordo com os peixes que vão ser mantidos no aquário. Como em todo aquário plantado, sugerimos especial atenção na filtragem biológica. O mais importante é usar filtros com grande capacidade de armazenamento de mídias. O uso de cerâmicas de qualidade ajudam nesse quesito. Opte por vidro sinterizado ao invés de cerâmicas tradicionais. A filtragem química, pode ser abolida pois, caso existente, poderá absorverá nutrientes importantes para as plantas. Se ainda assim desejar fazê-la, use o Seachem purigen no lugar do carvão.

6) Escolhas das plantas

Esse é o ponto fundamental para o sucesso desse tipo de áquário. A opção deve ser baseada em plantas pouco exigentes no quesito iluminação e CO2. Se não houver substrato fértil, também deve-se optar por plantas que dispensam um solo altamente nutrido.

Isso não significa pouca opção de plantas. Pelo contrário, existem diversas espécies de plantas hidrófilas e aquáticas que se encaixam nessa configuração.

Essa seção foi criada justamente paa oferecer plantas para aquaristas que não possuem o mínimo exigido para um aquário plantado, mas pretendem usufruir da beleza representada por uma flora aquática bem dimensionada e da qualidade de água proporcionada.





4.3. - Plantar

Este passo é o mais importante num aquário low-tech. É necessário plantar densamente o aquário, tão densamente que quando visto de cima, apenas seja possível ver 10-15% do substrato. Devemos ter pelo menos 50% de plantas de crescimento rápido. Estas irão ajudar a absorver os nutrientes na coluna de água e ajudar no seu ciclo. À medida que as plantas de crescimento rápido crescem e se estabelecem, podemos ir alterando-as por outras espécies que desejemos manter. Deve-se sempre manter uma grande quantidade de massa vegetal. Podas drásticas podem levar a surtos de algas devido a uma mudança brusca na quantidade da massa vegetal presente no aquário.


4.4. – Filtro

Certifique-se que tem um bom filtro, com vazão adequada (4 a 5 vezes o volume do aquário por hora) e que este permite uma boa circulação de água. Isto ajuda a dispersar os nutrientes uniformemente entre as plantas e evita áreas estagnadas, onde as plantas não recebem nutrientes, definhando e dando origem a algas. Utilize um filtro sem carvão activado, uma vez que este neutraliza os nutrientes presentes na coluna de água do aquário.


4.5. – Peixes

Depois de montar o aquário, aguarde entre três ou quatro semanas para ver como este se comporta e para ver como as plantas reagem. Verifique também se os parâmetros da água estão correctos. Se tudo estiver dentro dos parâmetros e caso tenha o aquário densamente plantado, então pode ir em frente e adicionar uma fauna algueira como caramujos red ranhorn ou ampulárias. Passadas 2-3 semanas, e se tudo está a seguir o rumo certo, então sim, pode adicionar os restantes peixes. Seria boa ideia ir adicionando peixes em pequenas quantidades ao longo das próximas semanas.


4.6. – Fertilização

Nesse tipo de aquário, em regra a fertilização é dispensada. Todavia, caso o aquarista verifique algum indício de deficiência de nutrientes, pode usar fertilização de macro nutrientes (principalmente potássio). Recomenda-se usar doses menores da recomendada (metade) para avaliar o desenvolvimento das plantas

Caso note que as plantas apresentam carências, pode sempre aumentar um pouco a dose. A fertilização líquida nesse tipo de aquário deve ser esporádica, apenas em casos excepcionais. Em regra, as plantas low tech retirarão seus nutrientes do próprio sistema.


4.7. – Manutenção

A manutenção de um aquário low-tech baseia-se em:

•Fertilização reduzida (esporadicamente ou quando as plantas apresentarem deficiência nutricional);

•Podar as plantas para assegurar a estética e incentivar um crescimento vigoroso;

•Aspirar cuidadosamente o substrato a fim de eliminar excessos de detritos;

•Alimentar os peixes todos os dias;

•Realizar TPA (troca parcila de água). Em aquários plantados recomenda-se trocar 30% semanalmente. Com low tech recomendamos intervalos maiores (a cada 15 dias, por exemplo). É justamento dos detritos que as plantas retirarão seus nutrientes. Todavia, não se deve deixar acumular sujeira, sob o risco de atingir níveis alto de amônia, altamente prejudicial á fauna.
Como podem ver, é possível criar excelentes montagens usando técnicas low-tech, sendo necessário apenas alguma paciência!

Em geral, plantas low-tech são uma ótima pedida para quem tem pouco tempo para cuidar de um aquário plantado, pois além de algumas terem o crescimento lento, elas não necessitam de tantas podas e ainda são bem resistentes.